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    TEMA:  A lição de vida da galinha (Iniciativa e acomodação x Acabativa)  

 

A  lição de vida da galinha  

(autoria desconhecida)

Era uma vez... uma pequena galinha  que, ciscando palha no curral, encontrou alguns grãos de trigo. Empolgada, chamou os outros animais do curral e convidou-os:

- Se plantarmos estes grãos de trigo, em breve poderemos fazer pão. Quem me ajuda a plantá-los?

- Eu não! - disse o ganso. Os demais animais "acharam prematuro" discutir o assunto, uma vez que "precisa reunir a diretoria da associação comunitária do curral" e, esta, "não quer tomar partido", e ainda, "tem que esperar pra ver no que vai dar o plano do governo..."

- Então eu mesma plantarei os grãos de trigo" - disse a galinha. E lá se foi ela, sozinha, ao terreno ao lado do curral. Limpou o terreno, arou a terra e plantou os grãos de trigo. E todo dia molhou o terreno. E o trigo cresceu e amadureceu.

- Quem vai me ajudar a colher o trigo? - indagou a galinha.

- Eu não quero - falou o pato - prefiro ficar recebendo o Bolsa x tudo do governo. - Isso não é serviço para mim que tenho experiências profissionais mais elevadas - disse o porco. - Eu já estou aposentada e não quero fazer mais nada - resmungou a vaca. - E eu estou esperando alguém me arranjar um emprego - falou o ganso. - Então eu vou sozinha colher o trigo" - retrucou a galinha.

E todos no curral, acomodados à sombra, ficaram vendo a pequena galinha trabalhando, colhendo o trigo. Por fim, chegou a hora de fazer a massa e assar o pão e ela reuniu todos e perguntou:

- Quem me ajuda a fazer a massa e assar o pão? - Isso faria eu perder a hora da minha novela - afirmou a vaca aposentada da vida. - Eu não tenho experiência nisso e não tenho vontade de aprender - escusou-se o pato. - Eu sou preguiçoso e nunca aprendi a assar pão - lamentou-se o porco. - Ser ajudante único é uma discriminação - desculpou-se o ganso...   - Então eu farei o serviço sozinha! - resolveu a galinha.

Ela fez a massa e assou cinco pães. Quando eles ficaram prontos, mostrou-os aos outros animais, seus companheiros do curral. Todos ficaram alegres e encantados com os pães cheirosos e apetitosos. E todos reclamaram a uma só voz: - Eu quero a minha parte!

Mas, a pequena galinha ponderou, com um certo espanto: - Não me parece justo, pois fiz tudo sozinha e vocês não levantaram nem uma palha para ajudar. E, ademais, eu posso comer esses pães sozinha!

- Egoísta! - berrou a vaca acomodada em sua aposentadoria da vida. - Gananciosa! - grasnou o pato. - Eu exijo direitos iguais! - vociferou o ganso. E o porco, simplesmente gruniu um palavrão, xingando a galinha...

Insuflados por agitadores que nessas horas costumam aparecer e que "só querem ver o circo pegar fogo", os animais pintaram faixas de protestos, fizeram piquetes na porta do curral e marcharam em volta da galinha, brandindo coisas indecentes e ofensivas a ela.

Apareceu um agente do governo e explicou á galinha - Você não deve ser tão gananciosa"... - Mas eu mereço o pão - Exato - disse o tal agente - mas os membros da comunidade também. E prosseguiu: - Todo mundo no curral pode colher tanto quanto deseja mas, conforme os estatutos da associação comunitária do curral, os trabalhadores produtivos devem dividir sua produção com os desocupados e os que tem preguiça para trabalhar...

E os cinco pães foram divididos entre os animais do curral.

Depois disso, todos viveram felizes, inclusive a galinha que se isolou a um canto do curral e vivia piando com humildade... Mas os outros animais do curral se admiraram pois ela nunca mais assou um pão, nunca mais ela tomou a iniciativa para fazer qualquer coisa.

 

Essa fábula deveria ser distribuída e estudada em todas as escolas brasileiras.

Quem sabe assim, em uma ou duas gerações, sua mensagem central pudesse tomar o lugar da propaganda pseudo-socialista que assola o Brasil, deixando milhões de pessoas dependentes do auxílio do governo, recebendo os Bolsas X tudo, em vez de serem desenvolvidos, pela educação, para assumirem suas vidas, com dignidade.

Olhe à sua volta, na realidade do país, e encontrará semelhanças dos bichos dessa fábula: os sem nenhuma vontade de trabalhar, preferindo só receber , dependente, do governo, as bolsas X tudo, não querendo ter a iniciativa de trabalhar e mudar, elas mesmas, o destino de suas vidas; os "aproveitadores" que preferem "mamar nas tetas do governo" e não terem nenhuma iniciativa para mudar a realidade em que vivem; os sem terra, sem teto e sem nada que só querem "receber" mas não querem fazer nada; e muitos outros...

Veja as informações a seguir que revelam bem essa realidade.

'
Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar
pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar
achará sempre quem se deixe enganar'.
(Maquiavel)
 
 
É bem aplicável essa máxima de Maquiavel no texto abaixo de Luciano Pires.
 
 
... No Ceará, o Sindicato da Indústria Textil em 2009 fechou um acordo com o governo para coordenar um curso de formação de costureiras. O governo exigiu que o curso atendesse exclusivamente um grupo de 500 mulheres cadastradas no Bolsa Família. O Senai formaria as costureiras e o Sinditextil enviaria o cadastro das formandas às inúmeras indústrias do setor. Pois bem. O curso, com 120 horas/aula, foi concluído e os cadastros enviados às empresas, que começaram as contratações. Sabe quantas costureiras foram contratadas? Nenhuma. Zero. Nada.
 
Por estarem incluídas no Bolsa Família, todas se negaram a trabalhar com carteira assinada, pois perderiam direito ao subsídio. Para elas, o Bolsa Família é um beneficio que não pode ser perdido. É para sempre. Entre o emprego e o Bolsa Família, escolheram o Bolsa.Tem alguma coisa errada, não é? No entanto, qualquer argumento racional que conteste o Bolsa Família é desqualificado pelos argumentos emocionais dos que o defendem.
 
Políticos são campeões na utilização de argumentos emocionais. E o presidente é o campeão dos campeões. Ele coloca no palanque uma menininha que foi salva de morrer de fome pelo programa Bolsa Família, levando a platéia às lágrimas. O argumento emocional é imbatível. E qualquer um que se atrever a criticar o programa imediatamente assume o custo de ter que explicar que não é a favor da fome.
 
Diante da menininha salva da morte, o caso das 500 costureiras do Ceará é nada.
 
Essa é a mesma técnica dos que transformam religião em negócio cegos pelos argumentos emocionais, os "fiéis" não usam a razão e passam a acreditar em milagres no atacado.
 
Argumentos emocionais são eficientes por serem rapidamente compreendidos pelos que não conseguem ir mais fundo que a análise rasa dos fatos....
 

 

 

 Analise a situação e tire suas conclusões....

Esta história é para que você possa refletir um pouco, especialmente sobre as pessoas que têm iniciativa ( e as acomodadas na vida ) e as que têm acabativa. Iniciativa é o ato de iniciar algo. Acabativa é o ato de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim.

As pessoas que têm iniciativa são pessoas criativas, têm mil idéias, curtem todas elas, mas abominam a rotina de colocá-las em prática. Muitas vezes nem chegam a iniciar e, se iniciam, logo se interessam por outras coisas. São parecidas com aquele personagem, um fazendeiro, que disse à mulher que iria arar a terra no dia seguinte. Na manhã seguinte, ele saiu para lubrificar o trato, verificou que o trator necessitava de mais óleo e, então, decidiu ir à cidade para comprar mais óleo. No caminho lembrou-se que os porcos não tinham sido alimentados e foi ao paiol pegar um pouco de milho. Isso o fez lembrar-se de que precisava plantar batatas e então, começou a plantá-las. Mas, ao passar pela pilha de madeira, lembrou-se de que desejava levar alguma lenha para casa. Tinha feito um pequeno feixe de madeira quando uma galinha doente passou por ele. Deixou a madeira e alcançou a galinha...

As pessoas que têm acabativa, conhecidos como acabativos, são aquelas que finalizam o que começam. Não só têm boas idéias, mas sabem escolher a melhor delas para colocarem em prática. Os acabativos são chamados de "empreendedores", como foi o caso da galinha da historinha acima. Os empreendedores são pessoas que têm idéias. Depois de analisarem a idéia e concluírem que poderá dar certo e trazer resultados, persistem nas ações para realizarem as idéia. Persistem nela mesmo que os outros achem que não dará certo, que se a idéia fosse boa alguém já a teria colocado em prática... Os acabativos ou empreendedores são, inicialmente, chamados de loucos e, quando conseguem excelentes resultados e, até ficando ricos com a idéia, passam a ser chamados de brilhantes, de gênios...

E você, em seu trabalho ou nos grupos que participa, age só com iniciativa ou procura agir também com acabativa? Agindo com acabativa você poderá obter resultados positivos para você, para seu grupo de trabalho, para a empresa ou instituição onde trabalhe. E assim, você estará contribuindo para a evolução deste planeta.

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