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  TEMA:  PESQUISA: COMPORTAMENTO ÍNTIMO ENTRE HUMANOS

Pesquisa realizada por Antonio de Andrade nas duas décadas em que atuou como Psicólogo em Clínica Psicológica, décadas de 70 e 80, pesquisa feita em especial nos livros de Desmond Morris, O Macaco Nu e Comportamento Íntimo e observações registradas no atendimento clínico.

  

Questão considerada na pesquisa: Quais partes do corpo humano, do macho e da fêmea humanas influenciam o comportamento íntimo entre os humanos? Que partes da fêmea humana despertam sexualmente o macho humano? Por que as partes redondas do corpo da mulher (nádegas, seios, ombros, joelhos) atraem o macho humano?

 

Os sinais sexuais que o macho e fêmeas humanas enviam aos outros? Importância da comunicação íntima entre os humanos. Os ciclos de respostas sexuais nos humanos. O Foco Sensorial nas relações íntimas.

 

Quais são as etapas para ocorrer uma intimidade entre os humanos? E como reagem o macho e a fêmea humanas à estimulação sexual e como se desenvolve o coito humano? A disfunção orgásmica na mulher e no homem. As fases do desenvolvimento nos humanos, segundo a Teoria de Freud?

 

O que acontece na mente humana com relação as partes do corpo humano que podem influenciar o comportamento íntimo humano? Geralmente muitas pessoas não têm consciência de que emitem sinais aos outros e de que estão lendo os sinais emitidos por outros seres humanos que convidam à intimidade sexual ou repelem essa intimidade.

 

 Cada corpo humano está constantemente emitindo sinais aos seus companheiros sociais. Alguns desses sinais convidam ao contato íntimo e outros o repelem. A não ser que, acidentalmente, uma pessoa seja jogada de encontro ao corpo de outra pessoa, os humanos nunca tocam uns nos outros antes de terem lido atentamente esses sinais.

 

O cérebro humano está tão perfeitamente ajustado ao delicado processo de avaliar esses sinais que podem freqüentemente resumir uma situação social numa fração de segundo. As centenas de sinais separados que chegam dos detalhes dos indivíduos, de sua forma, tamanho, cor, som, cheiro, postura, movimento e expressão penetram como um relâmpago nos especializados órgãos sensoriais dos humanos, o computador social entre em ação, e lá vem a resposta: tocar ou não tocar o outro.

 

Quando bebês, o pequeno tamanho dos humanos e ainda sua impotência agem como estímulos poderosos para encorajar os adultos a fazerem um contato amigável com o bebê. A cara redonda, os olhos grandes, os movimentos desajeitados, os membros curtos e os contornos ligeiramente arredondados, tudo contribui para o convite ao contato. Acrescente-se a isso o sorriso largo e o sinal de alarme do choro e do grito, e constata-se que o bebê humano é claramente um convite à intimidade.

 

Se, como adultos os humanos transmitem os mesmos sinais de desamparo ou de dor, como, por exemplo, quando se está doente ou são vítimas de um acidente, provocam uma resposta pseudo-paternal do mesmo tipo. Também, quando os humanos realizam a primeira tentativa de contato corporal, na forma de aperto de mão, quase sempre os humanos o fazem acompanhados de uma expressão facial sorridente.

 

Esses são os convites básicos à intimidade; mas, com a maturidade sexual o animal humano entra numa esfera completamente nova de sinais de contato - os sinais de sex appeal - que servem para encorajar o macho e a fêmea a começarem a se tocar com intenções mais que amistosas. Alguns dos sinais sexuais são universais e aplicam-se a todos os seres humanos adultos; outros são variações culturais desses temas biológicos. Alguns se referem à aparência adulta, como machos e fêmeas, e outros ao comportamento adulto - a postura, os gestos e ações. A maneira mais simples de examiná-los é percorrer o corpo humano, parando ligeiramente em cada um dos pontos de interesse.

 

AS ENTRE PERNAS: O que acontece na mente humana com relação às entre pernas e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

Já que se está tratando de sinais sexuais, é lógico que seja começado pela região genital básica e examinar depois os outros pontos. As entre pernas constituem a principal zona tabu, e isso não apenas por estar situada no próprio local dos órgãos reprodutivos externos. Reunidos nessa pequena área do corpo estão todos os grandes temas tabus: micção, defecação cópula, felação, ejaculação, masturbação e menstruação. Com esse acúmulo de atividades, não é de se admirar que sempre tenha sido a mais recôndita área do corpo humano. Expô-la diretamente à vista, como convite visual à intimidade, é um sinal sexual demasiado forte a ser empregado como recursos preliminar, antes que o relacionamento tenha passado pelos primeiros estágios de contato corporal. Ironicamente, quando o relacionamento já chegou à fase mais adiantada da intimidade genital, é geralmente tarde demais para a exibição visual, de modo que a primeira experiência dos genitais do parceiro é usualmente tátil. O ato de olhar diretamente para os genitais do sexo oposto desempenha, por isso, um papel relativamente pequeno no moderno namoro humano.

 

Há, no entanto, um considerável interesse por essa região do corpo humano, e se a exposição direta dos genitais não é possível, outras alternativas podem ser encontradas. A primeira é usar uma peça de vestuário que ponham em destaque a natureza dos órgãos escondidos debaixo delas. Para a mulher, isso quer dizer usar calças, shorts ou maiôs que sejam um tamanho menor do que seria confortável, mas que por serem tão apertados se amoldam aos genitais e revelam a sua forma ao olho atento do homem.Esse é um desenvolvimento muito moderno, mas o equivalente masculino tem uma história mais antiga. Por um período de quase duzentos anos (aproximadamente de 1408 até 1575) muitos genitais masculinos europeus foram indiretamente exibidos em toda a sua glória pelo uso do alçapão (codpiece em inglês). Este começou modestamente com uma aba frontal que formava uma pequena bolsa nas entre pernas das calças extremamente apertadas, ou calções usados pelos homens da época. Os calções eram realmente tão apertados que não havia outras alternativa. Cod é um termo antigo para designar escroto. Daí o nome codpiece (porta escroto). Com o passar dos anos, essa peça aumentou muito de tamanho até se transformar num espalhafatoso porta-falo, deixando assim de ser um simples porta escroto, e dando a impressão que o seu possuidor estava permanentemente com o pênis ereto. Para destacar mais ainda esse ponto, era com freqüência de cor diferente da do tecido em volta e até ornamentado de ouro e jóias. Mais tarde o alçapão cresceu tanto que se tornou uma piada, de modo que ao descrever o usado pelo seu herói, Rabelais comentou que "eram precisos dezesseis jardas de material para confeccioná-lo. A forma era a de um arco triunfal, elegantíssima presa por dois anéis de ouro a botões de esmalte, cada um do tamanho de uma laranja e ornamentado com esmeraldas. O alçapão se projetava três pés para a frente".  Hoje em dia exibições tão extravagantes do pênis não fazem parte do mundo da moda, mas um eco disso ainda é encontrado, pois o jovem de 1960 e 1970 começou mais uma vez a usar "calções" muito apertados. Como a mulher moderna, ele se espreme dentro de blue jeans muito apertados e minúsculas tangas em que é forçado a mudar a posição do pênis em repouso. Ao contrário dos homens mais velhos, que ainda assinalam a diferença entre as gerações com um pênis solto por baixo das calças mais folgadas, o jovem de hoje caminha com o pênis em posição ereta. Seguro firmemente na postura vertical pela fazenda apertada, apresenta um leve mas distintamente visível volume genital ao interessado olhar da mulher. Dessa maneira, a roupa do jovem de hoje mais uma vez lhe permite exibir uma pseudo-ereção e, da mesma forma que o antigo alçapão, não provocou nenhuma crítica nos círculos puritanos.

 

Um modo menos indireto de transmitir sinais gênito visuais é usar uma outra parte do corpo como "eco genital" ou cópia. Isso permite que uma mensagem sexual primária seja transmitida, mantendo no entanto os genitais completamente escondidos. Há muitas maneiras de fazer isso e para compreendê-las temos que olhar a anatomia dos órgãos sexuais femininos. Para fins de simbolismo, consistem num orifício - a vagina - e em pares de pregas de pele - os pequenos lábios  e os grandes lábios. Se estes estão cobertos, então quaisquer outros órgãos ou detalhes do corpo que se assemelhem a eles de algum modo são capazes de ser empregados como "ecos genitais", para propósitos de emissão de sinais. Como substitutos do orifício, os candidatos disponíveis são o umbigo, a boca, as narinas e os ouvidos. A todos eles estão associados tabus moderados. Não é de boa educação por o dedo no nariz ou limpar com o dedo o ouvido em lugar público. Isso contrasta com outros atos de limpeza, como enxugar a testa ou esfregar os olhos, que são permitidos sem comentários. A boca é freqüentemente coberta por alguma razão, se não por um véu, pelo menos quando bocejamos, arquejamos ou damos gargalhadas. O umbigo é um tabu maior ainda, tendo sido com freqüência apagado das fotografias, em décadas passadas, para proteger nossos olhos da sua forma sugestiva. Nesses quatro tipos de "abertura", apenas a boca e o umbigo parecem ter sido especificamente empregados como substitutos genitais.

 

A BOCA: O que acontece na mente humana com relação à boca e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

 É de longe a mais importante de todas e transmite um número muito grande de sinais pseudogenitais durante encontros amorosos. O singular desenvolvimento dos lábios virados para fora em nossa espécie pode bem pertencer a esse tema. Sua superfície rosada e carnuda tendo se desenvolvido como imitação dos lábios vulvares num nível biológico, mais do que no nível puramente cultural. Como os lábios da vulva, eles se tornam mais vermelhos e mais inchados com a excitação sexual e, como aqueles, circundam um orifício central. Desde os mais remotos tempos históricos os sinais labiais da fêmea têm sido aumentados pela aplicação de colorido artificial. O batom é hoje em dia uma importante indústria de cosméticos, e se bem que as cores variem de moda a moda, sempre voltam à faixa do rosa-vermelho, desta forma copiando o enrubescer dos lábios vulvares durante os estágios avançados da excitação sexual. Isso não é, naturalmente, uma imitação consciente dos sinais genitais; é simplesmente "erótico" ou "atraente", sem muitas outras indagações. Muitos escritores e poetas encaram os lábios e a boca como uma região erótica poderosa do corpo, com a língua do macho se inserindo, à maneira do pênis, dentro da boca da fêmea durante o beijo profundo. Também foi sugerido que a estrutura dos lábios de uma mulher reflete a estrutura dos órgãos genitais. Uma mulher de lábios carnudos presumivelmente deve possuir lábios vulvares carnudos; uma de lábios apertados e finos provavelmente possui genitais finos e apertados. Se tal é realmente o caso, não reflete a precisão da imitação do corpo, mas apenas o tipo somático geral da fêmea em questão.

 

O UMBIGO: O que acontece na mente humana com relação ao umbigo e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

Tem suscitado muito menos comentários do que a boca, porém algumas coisas muito curiosas têm se passado com ele nos últimos anos, coisas reveladoras de que ele tem um papel especial a desempenhar como "eco genital". O umbigo não apenas foi apagado nas fotografias antigas como também sua exposição era expressamente proibida "no código de Hollywood", e assim as bailarinas de harém dos filmes de antes da II Guerra eram sempre obrigadas a aparecer com enfeites que cobrissem o umbigo.  Nenhuma explicação real foi dada para esse tabu, apenas a frágil desculpa de que a exposição do umbigo poderia provocar nas crianças a pergunta: para que serve isso? e assim precipitar "os fatos da vida", para desconforto dos pais. Num contexto adulto isso é completamente ridículo e a razão verdadeira era obviamente a de que o umbigo faz lembrar um "orifício secreto". Já que as bailarinas de harém ao se descartarem do véu começam a rebolar o abdome numa dança do ventre oriental. E esse pseudo-orifício começa  a rebolar e a se agitar de maneira sexualmente convidativa, Hollywood decidiu que essa não tão delicada parte anatômica teria que ser coberta. Ironicamente, nos meados da segunda parte do Século XX, os tabus do código de Hollywood foram relaxando no ocidente e o mundo árabe inverte os papéis: bailarinas egípcias da dança do ventre são oficialmente informadas de que é impróprio e pouco decente expor o umbigo durante as suas apresentações "folclóricas". E assim, enquanto os umbigos americanos e europeus voltaram à cena, nos cinemas e nas praias, os umbigos norte - africanos  e árabes penetraram na obscuridade.

 

AS NÁDEGAS/BUNDA: O que acontece na mente humana com relação às nádegas/bunda e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

 Deixando as entre pernas e os seus "ecos" substitutos e passando para a parte traseira da região pélvica, chegamos ao par de hemisférios carnudos das nádegas, popularmente chamadas de bunda. Essas são mais pronunciadas na fêmea que no macho e são uma característica humana única, que está ausente em outras espécies de primatas.

 

Se a fêmea humana se curvasse e apresentasse suas nádegas à visão do macho, como se estivesse adotando a típica postura de convite à cópula entre os primatas, seus genitais seriam vistos pelos dois hemisférios de carne macia. Esta associação torna-as um importante sinal sexual na espécie humana, e um sinal que provavelmente tem origem biológica muito antiga. É o nosso equivalente das "turgescências sexuais" das outras espécies. A diferença consiste, no caso dos humanos, na condição ser permanente. Em outras espécies a turgescência aparece e some com o ciclo menstrual, chegando a seu ponto máximo quando a fêmea está sexualmente receptiva, perto do período de ovulação. Naturalmente, como a fêmea humana é sexualmente receptiva o tempo todo, suas turgescências sexuais continuam permanentemente "infladas". À medida que os ancestrais jumanos foram ficando eretos na sua postura vertical, os genitais apareceram mais em evidência na parte da frente do que na parte de trás do corpo, porém as nádegas ainda e retiveram sua significação sexual. Embora a cópula na maioria das vezes seja realizada pela frente, a fêmea mesmo assim, pode enviar sinais sexuais destacando de alguma forma o seu traseiro. Hoje em dia, se uma moça aumenta ligeiramente as ondulações de suas nádegas quando caminha, isso age como um poderoso sinal erótico para o macho. Se adota a postura em que as nádegas são "acidentalmente" projetadas um pouco mais do que o normal, isso produz o mesmo efeito. Às vezes, como na famosa postura dos "traseiros empinados" do cancã, a versão completa da antiga exibição primata do traseiros pode ser percebida, e piadas a respeito do homem que quer dar um tapa ou acariciar o traseiro da moça que com toda a inocência se abaixa para apanhar um objeto são comuns. É comum notar que muitas estatuetas femininas pré-históricas da Europa e outros lugares freqüentemente mostram a mulher com enormes nádegas protuberantes que estão completamente fora de proporção com a obesidade geral dos corpos. Há apenas duas explicações. Ou a mulher pré-histórica era dotada de nádegas enormes, emitindo sinais sexuais para o macho, ou os escultores pré-históricos estavam tão obcecados com a natureza erótica das nádegas que, como muitos caricaturistas da atualidade, se permitiam uma considerável licença artística. Qualquer que seja a explicação, as nádegas pré-históricas reinavam absolutas. Então, estranhamente, em região após região, à medida que as formas de arte avançavam, as fêmeas de nádegas grandes começaram a desaparecer. Na arte pré-histórica de cada localidade onde ocorrem, são sempre as mais antigas figuras encontradas. Depois somem, e fêmeas mais esbeltas aparecem em seu lugar. A não ser que fêmeas de nádegas gordas realmente fossem comuns em épocas remotas e depois gradualmente desaparecessem, a razão dessa mudança na arte pré-histórica continua sendo um mistério. O interesse masculino pelas nádegas femininas sobreviveu, mas com algumas exceções elas agora ficaram reduzidas às proporções naturais que são observadas nas telas dos cinemas do século XX.

 

AS PERNAS: O que acontece na mente humana com relação às pernas e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

Abaixo da região pélvica, as pernas femininas têm sido também objeto de considerável interesse pelo macho humano. Anatomicamente, o exterior das coxas femininas tem maior depósito de gordura que o do homem e em certas épocas uma perna gorda foi considerada erótica. Em outras épocas, a simples exposição da carne das pernas foi suficiente para transmitir sinais sexuais. Quanto mais alto sobe a saia, mais estimulante se torna pela simples razão de que há uma proximidade maior com a zona genital primária. Os sapatos de salto alto têm sido muito adorados, a inclinação do pé fazendo sobressair o contorno da perna e também parecendo aumentar o comprimento, o que se relaciona com o fato de que o alongamento dos membros é uma característica do amadurecimento do adolescente. "Perna longa" significa maturidade sexual, e, portanto, sexualidade. Os próprios pés freqüentemente têm sido espremidos dentro de sapatos muito apertados, tendência resultante do fato de que o pé da fêmea adulta é ligeiramente menor do que o do macho adulto. Disso resulta que o aumento dessa diferença fará o pé da fêmea mais feminino, como sinal sexual para o macho.Esse ponto de vista em relação ao pé feminino é refletido na história perene da Cinderela - onde suas feias irmãs têm pés grandes demais para entrar na minúscula sandália de cristal, somente a bela heroína tem pé bastante pequeno para ganhar o coração do príncipe. Além de sua anatomia, a postura das pernas é capaz de transmitir sinais sexuais. Em algumas culturas, as jovens aprendem que não é delicado sentar ou ficar em pé com as pernas bem abertas. Fazer isso é "abrir" os genitais, e mesmo que eles não estejam visíveis, a mensagem continua a mesma. Com o advento das calças femininas e o desaparecimento dos rigorosos códigos de etiqueta, a postura das pernas abertas tem se tornado muito comum nos últimos anos, e é usada com crescente freqüência por modelos em anúncios. O que era outrora um sinal sexual poderoso demais tornou-se agora apenas desafiante. Contudo, uma jovem de saia ainda obedece às antigas regras, pois exibir as entre pernas abertas na maioria dos casos continua sendo um sinal de convite muito forte. A tradicional jovem "bem educada" continua portanto a manter as pernas juntas. Já para o macho, abrir as pernas implica o mesmo sinal sexual que na fêmea, porque aqui também ele diz: "Estou mostrando a você os meus genitais". Sentar-se com as pernas largamente abertas é o gesto do macho confiante, dominador (a não ser, naturalmente, que seja tão gordo que não possa juntar as pernas).

 

 

OS SEIOS: O que acontece na mente humana com relação aos seios e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

A fêmea adulta da espécie humana é a única entre os primatas a possuir um par de glândulas mamárias túmidas e hemisféricas. Essas glândulas permanecem protuberantes e túmidas mesmo quando a mulher não está produzindo leite, e são claramente mais do que um instrumento de alimentação. Pela forma arredondada os seios podem ser considerados como outro símbolo da zona sexual primária, em outras palavras, como cópias biologicamente desenvolvidas das nádegas hemisféricas. Isso dá à fêmea um poderoso sinal sexual quando está em pé, verticalmente,a na postura inconfundivelmente humana e encarando o macho. Há outros dois ecos na forma básica das nádegas, mas esses são menos poderosos que os sinais do busto. Um deles é o macio e arredondado ombro feminino, o qual quando exposto apenas um pouquinho ao tirar-se a blusa, apresenta um hemisfério convenientemente curvo, de carne. Esse é um artifício comum quando estão em moda vestidos muito decotados. O outro eco é encontrado nos arredondados joelhos da fêmea, os quais quando as pernas estão dobradas e apertadas uma contra a outra, apresentam um outro par de hemisférios femininos ao olho do macho. Aliás, os joelhos são muito comentados num contexto erótico. Como no caso dos ombros, criam o maior impacto quando são "apenas" expostos pela saia. Se a perna toda é visível, eles perdem um pouco do seu impacto porque se tornam apenas as extremidades arredondadas das coxas, e não mais um par de hemisférios. Porém esses são os ecos diminutos das nádegas, e é com os seios que se alcança o impacto maior.

 

É importante distinguir a reação infantil frente ao seio da fêmea e a reação adulta e sexual. A maioria dos homens encara o seu interesse pelo busto feminino como puramente sexual. Em compensação, alguns teóricos científicos consideram-no puramente infantil. Ambas as opiniões são unilaterais porque os dois fatores estão em ação. O amante que beija o bico do seio feminino pode muito bem estar retrocedendo aos prazeres da infância, em vez de estar beijando uma pseudo nádega, mas o macho amoroso que acaricia o seio da fêmea pode bem estar respondendo primariamente à forma esférica, semelhante à das nádegas, em vez de estar revivendo a sensação do seio materno com sua mão infantil. Para a mão minúscula do bebê, o seio materno é um objeto grande demais para caber na palma da mão, mas para a mão do adulto apresenta uma superfície redonda extraordinariamente reminiscente do hemisfério das nádegas. Visualmente isto também é um fato; o par de seios oferece uma imagem mais próxima do par de nádegas do que a vaga imagem do seio materno vista muito de perto pelo bebê ao ser amamentado. Portanto, o significado sexual dos seios na mulher é sem dúvida de importância primária na espécie humana, e se bem que isso não seja a toda história, desempenha um papel primordial na preocupação perene da sociedade com o busto feminino. Para os antigos puritanos ingleses isso significava achatar completamente o busto com um corpete justo, na Espanha do século XVII, as medidas tomadas eram ainda mais severas: as mocinhas colocavam pratos apertados contra os seios para impedir o seu desenvolvimento. Esses métodos, naturalmente, não indicam falta de interesse pelo busto feminino, que somente poderia ser demonstrada ignorando-o completamente. Ao contrário, mostram a aceitação do fato de que sinais sexuais vêm dessa região e, por motivos culturais, têm que ser detidos. A tendência mais difundida e freqüente é a de por os seios em destaque. Essa ênfase quase sempre visa torná-los mais proeminentes do que propriamente maiores, em outras palavras, a tendência tem sido a de melhorar a sua aparência hemisférica de pseudo nádegas. São empurrados para cima por vestidos apertados ou são segurados em sutiãs para que se projetem para a frente em vez de cair. A e3xplicação talvez esteja no fato de que no ciclo da vida de um seio, é na puberdade que a turgescência se manifesta, ficando pontudos e protuberantes na jovem adulta. Essa fase é a preferida pela maioria, consciente ou inconscientemente já que ela representa a fase de atividade sexual na fêmea humana. Para a maioria dos seres humanos o ponto culminante da atração exercida pelos seios é o momento em que os hemisférios alcançam sua projeção máxima antes de se tornarem tão grandes que começam a decair.

 

 

A PELE DO CORPO: O que acontece na mente humana com relação à pele humana e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

Para ambos os sexos, em todas as culturas, uma pele macia, limpa e sadia, tem a maior significância sexual. Rugas, sujeira e doenças de pele são sempre anti eróticas. Além disso a pele do corpo e dos membros femininos é menos cabeluda do que a do macho, e a fêmea aumenta a suavidade da pele com o uso de óleos, loções e massagens, e também a depila de várias maneiras a fim de exagerar a diferença sexual. Durante as fases intensas de atividade pré-copulatória e copulatória a superfície da pele do corpo do macho e da fêmea passa por consideráveis mudanças na qualidade da textura.Brilha com o calor e, no momento do orgasmo, pode haver intensa transpiração. Em fotografias de poses eróticas, as modelos muitas vezes exibem essas condições como sinais visuais. A superfície úmida da pele provoca seu impacto pela associação inconsciente.

 

 

OS OLHOS: O que acontece na mente humana com relação aos olhos e que pode influenciar o comportamento íntimo humano?

 

Os olhos são os mais importantes dos órgãos sensoriais humanos, que não só vêem os vários sinais que estão sendo examinados, mas que também transmitem alguns por sua conta. Todos os humanos estabelecem ou interrompem contatos com os olhos. Entre amantes o olhar pode tornar-se mais prolongado sem se tornar desconcertantes ou agressivo. Os amantes "se contemplam profundamente" por uma razão particular. Sob a influência de emoções fortes de caráter agradável, nossas pupilas se dilatam num grau fora do comum, o pequeno ponto escuro no centro do olho se transforma num grande disco preto. Inconscientemente isso transmite um poderoso sinal à presa amada, indicando a intensidade do amor sentido pelo dilatador. Este fato foi estudado por cientistas, mas é conhecido há muito tempo; as belezas italianas de antigamente colocavam gotas de beladona nos olhos para criar esse efeito artificialmente. Nos tempos modernos um artifício similar tem sido usado por anunciantes, os quais, utilizando tinta preta em vez de beladona, retocam as fotografias das modelos, aumentando-lhes as pupilas para fazê-las mais atraentes. Movimentos dos olhos de vários tipos são também um convite à intimidade. Sem falar no conhecido piscar de olho, o revirar os olhos é também considerado um convite direto à cópula em certas culturas.Um recatado baixar de olhos também transmite a sua mensagem na fêmea, enquanto que um ligeiro estreitamento deles indica interesse da parte do macho. No primeiro encontro, sustentar um olhar um pouco mais longamente que o usual também pode causar um impacto, atuando como uma insinuação do longo contemplar que poderá se desenvolver mais tarde.

 

 

O ROSTO: O que acontece na mente humana com relação ao rosto e que pode influenciar o compor tamento íntimo humano?

 

O rosto é a região mais expressiva de todo o corpo humano, capaz de transmitir mensagens emocionais das mais sutis e variadas através do seu complexo de expressões. O ser humano pode dar sinais a propósito de tudo, de alegria e surpresa, à tristeza e raiva, etc. Como um instrumento de convite à intimidade, isso é de grande  importância, um rosto suave e sorridente, ou alerta e excitado, atrai fortemente o outro. Um rosto tenso e duro ou rabugento, produz o efeito oposto.

 

Neste grande passeio pelo corpo humano emissor de sinais, as diferentes partes foram examinadas isoladamente, mas resta ainda considerar o todo da pessoa. As partes isoladas não são mostradas sozinhas, porém, todas ao mesmo tempo, numa combinação geral e num contexto específico. É a maneira extremamente variada em que ela se podem combinar, e a grande variedade de contextos nos quais podem ser apresentadas, que faz que a interação social seja tão complexa e tão fascinante. Cada vez que entramos em uma sala ou andamos pelas ruas estamos transmitindo uma variedade de sinais, e estamos sempre inconscientemente cientes desse fato, ajustando-os de muitas maneiras sutis, enquanto nos locomovemos. Quase sempre estamos lutando para emitir um conjunto equilibrado de sinais, alguns atraindo intimidade, outros repelindo-a. Se, como adultos, nos esforçamos muito para melhorar nossos sinais visuais de sex appeal, ou se tratamos desse negócio sem cerimônia, se recorremos a auxílios artificiais ( e há pouco entre nós que não usem "algum"), ou se caçoamos deles e preferimos uma aproximação mais "natural", estamos todos constantemente transmitindo uma série complexa de sinais visuais aos nossos companheiros, muitos desses sinais, inevitavelmente, referem-se às nossas qualidades sexuais adultas e, mesmo quando estamos completamente inconscientes do que estamos fazendo, nunca deixamos de "ler os sinais". Dessa maneira nos preparamos para um passo social mais importante - o passo que nos leva a iniciar a primeira tentativa de contato com um parceiro sexual potencial e nos transporta ao vital limiar do mundo completo da própria intimidade sexual.

 

 

 

OS CAMINHOS DA INTIMIDADE SEXUAL ENTRE OS HUMANOS:

 

Quais são os estágios típicos do processo de formação de um par entre macho e fêmea humanos?

 

O progresso da primeira atração até a confiança total final com a entrega recíproca no ato sexual normal, é quase sempre uma longa e completa seqüência de intimidades que aumentam gradualmente, e é essa seqüência que será examinada a seguir.

 

Utilizando como modelo um par de amantes típicos, como são vistos na cultura ocidental, e seguir esse casal através do progresso de formação de par desde os primeiros olhares até a cópula. É importante lembrar que não existe realmente uma coisa como "o amante típico", assim como não existe o cidadão médio ou o homem da rua. Mas para fins do estudo a ser feito, é preciso imaginar que exista alguém assim, e depois examinar as variações. Todos os padrões de namoro animal se organizam numa seqüência típica, e o curso seguido num caso de amor na espécie humana não é uma exceção. Por conveniência. Por conveniência no estudo, é possível dividir a seqüência humana em doze estágios e ver o que acontece à medida que cada estágio é atravessado com sucesso. Os doze estágios (obviamente simplificados) são os seguintes:

 

lº - OLHO NO CORPO:

 

A forma mais comum de "contato" social entre os humanos é olhar as pessoas à distância. Numa fração de segundo é possível resumir as características físicas do outro adulto, classificando-as e graduando-as mentalmente ao mesmo tempo. Os olhos alimentam o cérebro com informações imediatas referentes a sexo, estatura, aparência, idade, cor, condição social e estado de espírito da outra pessoa. Simultaneamente, processar-se uma graduação numa escala que vai da extrema atração e extrema repulsa. Se os sinais indicam que o indivíduo observado é um atraente representante do sexo oposto, então o indivíduo está pronto para entrar na próxima fase de seqüência.

 

 2º - OLHO NO OLHO:

 

Enquanto olhamos para os outros, eles também olham para nós. De vez em quando isso significa que nossos olhos se encontram, e quando isso acontece a reação comum é desviar os olhos rapidamente e quebrar o "contato" visual. Isso naturalmente não acontece quando nos identificamos reciprocamente como antigos conhecidos. Nesse caso, o momento de reconhecimento leva instantaneamente aos sinais de cumprimento mútuo, como sorrisos repentinos, levantar de sobrancelhas, mudança de postura corporal, movimentos de braços e, finalmente, vocalizações. Se, por outro lado, nós nos deparamos com estranho, então o desviar rápido dos olhos é a reação típica, como que para evitar a invasão temporária de nossa individualidade. Se um dos dois estranhos persiste no olhar, após o contato visual ter sido feito, o outro pode se sentir embaraçado e mesmo irritado. Se é possível desviar-se para evitar os olhares fixos, isso logo é feito, mesmo não havendo nenhum elemento de agressão na expressão facial ou nos gestos que acompanham o olhar. Isso acontece porque o olhar prolongadamente é em si mesmo um ato de agressão entre dois adultos desconhecidos. O resultado é que duas pessoas estranhas olham uma para a outra por turnos e não simultaneamente. Então, se um acha o outro atraente, ele ou ela pode acrescentar um ligeiro sorriso ao próximo trocar de olhares, se a resposta é correspondida, também o é o sorriso, e depois um contato mais íntimo pode ocorrer. Se a resposta não é retribuída, um olhar vazio em retribuição a um sorriso simpático vai deter qualquer desenvolvimento futuro.

 

3º - VOZ NA VOZ:

 

Presumindo-se que não haja um terceiro para fazer as apresentações, o estágio seguinte envolve contato vocal entre macho e a fêmea que são estranhos. Invariavelmente os comentários iniciais vão se referir a assuntos triviais. É raro nesse estágio fazer-se qualquer tipo de referência direta à verdadeira disposição dos dialogantes. Esse início de conversa permite a recepção de outros sinais, desta vez dirigidos ao ouvido e não ao olho. Linguajar, tom de voz, sotaque, e uso de vocabulário permitem que uma nova gama de unidades de informações alimente o cérebro. Manter essa comunicação ao nível do irrelevante bate-papo faz com que qualquer uma das partes possa se retirar de um maior envolvimento, caso esses novos sinais não sejam atraentes a despeito da promessa anterior dos sinais visuais.

 

4º - MÃO NA MÃO:

 

Os três estágios anteriores podem acontecer em segundos ou pode levar meses, com um parceiro em potencial silenciosamente admirando o outro à distância, não se atrevendo a fazer um contato vocal. Este novo estágio, mão na mão, também pode ocorrer rapidamente, através da forma de apresentação no aperto de mão, ou pode ser retardado por um tempo considerável. Se o aperto de mão formalizado, não sexual, não entra em ação, então o primeiro contato corporal real a ocorrer é capaz de vir disfarçado como um ato de "ajuda", "proteção corporal" ou "orientação direcional". Isso geralmente é realizado pelo macho junto à fêmea e consiste de segurar-lhe o braço ou a mão para ajudá-la a atravessar a rua ou pular um obstáculo. Se ela passa por um ponto perigoso, a mão do macho poderá rapidamente aproveitar a oportunidade e segurar-lhe o braço para desviá-la do perigo. Se ela escorrega, o ato de ampará-la com as mãos também pode facilitar o primeiro contato corporal. Mais uma vez o uso de atos que são irrelevantes ao verdadeiro clima do encontro é importante. Se o corpo da mulher foi tocado pelo homem no ato de assisti-la de qualquer maneira, qualquer um dos parceiros pode ainda se afastar de um envolvimento maior sem ficar mal. A moça pode agradecer ao homem pela ajuda e deixá-lo, sem ser forçada a uma posição de recusa direta. Ambos os parceiros podem perfeitamente estar conscientes de que uma seqüência de comportamento está começando, e que esta seqüência poderá levar finalmente a maiores intimidades, mas nenhum dos dois por enquanto faz qualquer coisa que mostre isso abertamente; portanto, ainda há tempo para se retirar sem magoar o outro. Somente quando o crescente relacionamento foi declarado abertamente, o ato de segurar a mão ou o braço poderá prolongar sua duração. Deixa então de ser um gesto "de ajuda" ou "orientação" e se torna indiscutivelmente um ato de intimidade.

 

 

5º - BRAÇO NO OMBRO:

 

Até esse ponto os corpos não chegavam a um contato próximo. Quando isso acontece, um outro limiar importante foi atravessado. Sentado, em pé ou caminhando, o contato físico com os lados do corpo indica um grande avança no relacionamento, diferente dos primeiros toques hesitantes. O primeiro método empregado é o abraço no ombro, geralmente o braço do homem colocado em volta do ombro da moça para aproximá-los mais. Essa é a mais simples introdução ao contato de tronco porque é usada em outros contextos entre simples amigos como um ato não sexual de companheirismo. E é por isso o menor dos passos a dar, e o que menos poderá provocar uma rejeição. Caminhar juntos dessa maneira poderá dar o ar de ligeira ambigüidade, meio caminho entre a amizade e o amor.

 

6º - BRAÇO NA CINTURA:

 

Um pequeno avanço do estágio anterior ocorre ao enlaçar a cintura com o braço. Esse é um ato que o homem não faz com outros homens, não importa a intimidade que tenha entre eles; portanto se transforma numa direta afirmação de intimidade amorosa. E mais ainda, sua mão estará agora numa proximidade da região genital da fêmea.

 

7º - BOCA NA BOCA:

 

Beijar a boca, combinado com o completo abraço frontal, é um grande passo para a frente. Pela primeira vez há uma forte possibilidade de excitação fisiológica, se a ação é prolongada ou repetida. A mulher pode ter secreções genitais e o pênis do homem pode começar a intumescer.

 

8º - MÃO NA CABEÇA:

 

Como extensão do último estágio, as mãos começam a acariciar a cabeça do parceiro. Os dedos alisam a face, o pescoço e o cabelo. As mãos apertam a nuca e as têmporas.

 

9º - MÃO NO CORPO:

 

Na fase pós-beijo, as mãos começam a explorar o corpo do outro, apertando, acariciando e alisando. O maior avança nessa fase é a manipulação feita pelo macho dos seios da fêmea. Maior excitação fisiológica ocorre durante esses atos e chega a tal ponto que, para muitas jovens, esse é o momento em que uma parada temporária é aconselhável. Desenvolvimento após isso significam maior dificuldade em romper o esquema, e se o laço de afeto não alcançou um nível suficiente de confiança mútua, as intimidades sexuais mais avançadas são adiadas.

 

10º - BOCA NO SEIO:

 

Aqui nesta etapa transpõe-se o limiar em que as interações se tornam estritamente privadas. Para a maioria dos casais isso também se aplica ao último estágio, especialmente no que se refere à manipulação do seio, mas o beijo avançado e o acariciar do corpo freqüentemente ocorrem em lugares públicos em certas circunstâncias. Esses atos podem causar a desaprovação das outras pessoas presentes, porém, na maioria dos países é raro tomar-se uma atitude séria contra um casal que se abraça. Com o avanço do beijo no seio, a situação é completamente diferente porque implica na exposição do seio feminino. O contato da boca no seio é a última das intimidades pré-genitais e é o prelúdio de atos que se referem não apenas à excitação, mas à excitação levada ao clímax.

 

11º - MÃO NOS GENITAIS:

 

Se a exploração manual do corpo do parceiro continua, inevitavelmente chega à região genital, Após a carícia vacilante nos genitais do parceiro, a ação logo se transforma numa fricção compassada e suave que estimula o ritmo do impulso pélvico. O macho repetidamente acaricia os lábios vulvares ou o clitóris da fêmea e poderá inserir o dedo ou os dedos na vagina, imitando a ação do pênis. A estimulação manual desse tipo pode cedo levar a ambos os sexos ao orgasmo, e é uma forma comum de culminação em encontros pré-copulatórios adiantados entre dois amantes.

 

12º - GENITAIS NOS GENITAIS:

 

Finalmente o estágio da cópula completa é alcançado e, se a fêmea é virgem, o primeiro ato irreversível de toda a seqüência ocorre com a ruptura do hímen. Existe também pela primeira vez a possibilidade de outro ato irreversível, o da fertilização do óvulo, iniciando uma gravidez. Essa irreversibilidade coloca esse ato final da seqüência num plano completamente novo. Cada estágio terá servido para apertar os laços de afeto um pouco mais, porém, no sentido biológico, esse ato final de cópula está claramente relacionado com uma fase em que as primeiras intimidades já cumpriram a tarefa de cimentar o laço, e assim o par vai desejar permanecer junto após o impulso sexual ter se reduzido pela consumação do orgasmo. Se esse estreitamento dos laços não foi bem sucedido, a fêmea é capaz de se ver grávida e sem uma unidade familiar sólida.

 

São esses os doze estágios típicos do processo da formação de par entre um homem e uma mulher.

 

O COITO:

 

Descrito com simplicidade, o último estágio da intimidade entre os humanos, genitais nos genitais ou o coito, é a introdução do pênis na vagina, seguida de uma ejaculação. Mas, mesmo num sentido puramente físico, essa descrição não basta. Nos seres humanos a união sexual é um ato de amor, não um simples acasalamento. Se pensarmos nele apenas em termos literais, parece desprovido de amor e despido de sua qualidade humana. Tragicamente é o que grande parte da humanidade tende a fazer.

 

O ato de amor não pode ser encarado em estágios. Ele vai num crescendo de desejo até a sua consumação. A excitação mútua do casal torna essa transição muito natural. A excitação, alimentada pelas expressões físicas de amor, leva-os ao amplexo conjugal, não como compulsão nem como exigência, mas como desejo de completar a doação do próprio ser. Tais desejos precisam ser comunicados. De outra forma como poderiam tornar-se conhecidos? Ela precisa "lhe dizer" - verbalmente ou não -  que está fisicamente pronta e deseja recebê-lo. Essa é a única maneira de fazê-lo saber; a única maneira de lhe permitir satisfazer os desejos da mulher. O amor conjugal, mesmo quando atinge seu desenvolvimento pleno, não proporciona ao casal o dom de ler os pensamentos. Ele não pode adivinhar os pensamentos dela. Só ela pode conhecê-los plenamente. E como só ela conhece seu estado de excitação, cabe-lhe indicar a sua preparação.Para que tudo isso aconteça é necessário a comunicação entre o casal. Marido e mulher comunicam seus sentimentos e desejos numa variedade de formas, direta ou indiretamente, verbal ou não verbalmente. Com a convivência, o casal cria um sistema todo seu. É a linguagem do amor. Palavras claras e definidas ainda são a melhor forma de comunicação. Isso é particularmente certo no que diz respeito à expressão dos desejos e sentimentos sexuais.

 

A experiência inicial da união sexual deveria ser um momento de alegria e beleza. Por que então é descrito tantas vezes como verdadeira tortura? Por que é tão freqüentemente discutido apenas em termos de "perda da virgindade"? Em dezenas de livros sobre o casamento centraliza-se a ênfase na ruptura do hímen. E a descrição desse acontecimento é assustadora e repugnante para muitas mulheres que ficam apreensivas quando se aproxima a consumação da primeira relação sexual. Virgindade não é uma coisa que "se perde". A virgi8ndade é o estado de ser virgem, de não ter tido relações sexuais. Trata-se de uma condição negativa. Negativa na medida em que é a não ocorrência de um acontecimento fundamental na vida da mulher. A experiência positiva é a consumação da união sexual. Os que retratam a consumação do casamento como um ato de sacrifício, privam muitas jovens da alegria que deveria acompanhar sua introdução ao amor sexual. Embora a maioria das mulheres recordem sua noite de núpcias com uma experiência bela e terna, existem outras que se lembram dela com um pesadelo de dor, repugnância e amargura. No entanto, essa reação raramente se relaciona com qualquer dificuldade física, pelo menos anatômica. Os problemas são mais psicológicos do que físicos. Atitudes mórbidas e temores infundados combinam-se freqüentemente para criar o cenário dessas reações. Com instruções adequadas, atitudes sadias e paciência e ternura motivadas pela ternura mútua, a primeira união sexual será uma experiência agradável e uma bela recordação para o casal. A união sexual pode ser satisfatoriamente completada em diversas posições. Alguns manuais de casamento indicam páginas e páginas a uma descrição detalhada dessas diferentes posições. Essencialmente, porém, a natureza do ato e a mecânica do organismo permite apenas algumas variações básicas. Certamente o desejo de amar deve levar o casal a explorar os melhores meios de comunicar seu amor, desnecessários se tornam, assim, os esquemas descritivos.

 

As diferenças de postura no ato sexual, porém, podem representar um papel importante na prática do amor. Como tudo o mais, afetam as dimensões psicológicas e físicas da relação. A preferência por esta ou aquela posição, como toda e qualquer preferência em questão de carícias amorosas, tem um "significado" e comunica uma necessidade emocional, embora os cônjuges possam ignorá-las. Não há uma única posição "normal" para o ato sexual. Qualquer posição em que a união sexual possa ser completada, é normal. Só se pode falar da posição "normal" quando se pensa de uma "norma", isto é, uma posição mais usada pelos humanos. Mas isso é, pelo menos em parte, determinada pela cultura local. O que geralmente se chama de posição "normal" do coito na cultura ocidental é raramente usada em outras culturas não ocidentais. Na cultura ocidental a fêmea fica deitada de costas; o macho deita-se sobre ela, face a face. Em geral, parece natural para ambos. Permitindo um contato físico em toda a extensão do corpo, aproximando seus rostos, ela aumenta a intimidade física refletora da unidade emocional e espiritual por que ambos anseiam. Não obstante, é apenas uma entre várias posições possíveis. Importa tão somente a preferência do casal e a ausência de qualquer impedimento emocional e moral doentio, permitindo-lhes escolher livremente. É provável que a preferência varie de tempos em tempos. As necessidades emocionais e os desejos do macho e da fêmea humanas nunca são estáticos.

 

A "naturalidade" da posição face a face tem levado alguns a concluir erroneamente que outras posições do coito não são naturais e, por conseguinte, imorais. Absurdo, além de destrutivo. Pode inibir, em vez de intensificar a expressão do amor conjugal. Afirmar a moralidade de uma única posição para as relações conjugais é tão falso como afirmar que só há uma forma adequada de dizer "eu te amo". As várias posições para a cópula podem ser classificadas de diversas maneiras: posições face a face, posições em que ambos estão voltados para a mesma direção, posições em que o macho é o elemento ativo, posições em que a fêmea é o elemento ativo, etc. Além da chamada posição "normal", o casal pode realizar a cópula face a face deitados de lado, ou com o macho deitado de costas e a fêmea deitada sobre ele, ou com o macho deitado de costas e a fêmea sentada sobre ele. Pode ainda completar o ato voltados para a mesma direção, com o macho aproximando-se por cima e pelas costas da fêmea. Podem ainda variar o ato, escolhendo a posição sentada ou de pé. Só a imaginação do casal e/ou suas inibições limitarão as "experiências" para descobrir maneiras de amar.

 

Os solteiros ou recém-casados poderão indagar: por que experimentar diversas posições? O casal feliz jamais responderá que a cópula numa única posição tornou-se monótona ou sem graça. A razão está, primeiro, em que as diferentes posições transmitem diferentes emoções e satisfazem necessidades psicológicas diversas, embora estas possam ser sutis e o casal nem perceba que influenciam sua escolha. Mas existe uma razão mais evidente. Mudando de posição, mudam o ângulo de inserção do pênis e a profundidade de penetração. Isso naturalmente variará as regiões de maior estímulo e, como suas necessidades físicas e psicológicas flutuam, as sensações poderão ser mais intensas e dar mais prazer numa posição em determinado momento e em outra posição noutro momento. O ato de amor, especialmente o coito, possui um ritmo, um ritmo em mudança constante. Ele flutuará, crescendo ou diminuindo, durante o ato sexual. De certa forma isso refletirá o crescente prazer e a excitação e macho e da fêmea. Assim, o ritmo das carícias amorosas contribui para a excitação e esta afeta o ritmo do amor. Embora a excitação sexual aumente constante até o clímax, o ritmo poderá ser propositadamente retardado por qualquer dos dois parceiros. Aprendendo a fazê-lo prolongam seu prazer mútuo e aumentam a satisfação final. Há, porém, outra razão mais importante. Depois do orgasmo, é difícil ao macho continuar os movimentos do coito. Ele se sente fisicamente exausto, porém, o que é mais importante, na maioria dos machos humanos a glande torna-se quase que dolorosamente sensível a novos estímulos. Ficam virtualmente impossibilitados de continuar os movimentos do coito depois da ejaculação. Se a fêmea ainda não tiver alcançado o orgasmo, estará sexualmente insatisfeita. Se isso acontecer com freqüência e com pouca ou nenhuma demonstração de preocupação do macho, a mulher se ressentirá com o que lhe parece uma atitude abusiva do macho em relação à união conjugal. De qualquer forma, as relações conjugais em que apenas um dos cônjuges alcança regularmente a satisfação plena só poderá desunir. O macho, orientado pela fêmea, gradua o ritmo. Ele procura dar a máxima expressão do amor, proporcionando à fêmea o maior prazer sexual. Como, porém, o orgasmo do macho é mais rapidamente alcançado com o estímulo tátil, ele verificará a necessidade de retardar o ritmo para assegurar também o prazer da fêmea.

 

Em outra situação, a fêmea poderá chegar ao orgasmo antes do macho. Ao contrário do macho, a fêmea humana em geral não tem dificuldade em continuar o coito até que ele alcance o orgasmo, especialmente se tiver um pequeno descanso após o clímax. Não é raro que a fêmea humana sexualmente adulta (e feliz no casamento) tenha dois ou três ou mais orgasmos durante o ato sexual. Os orgasmos também podem ocorrer antes da união sexual. A experiência de vários orgasmos durante o ato sexual não é absolutamente uma aberração. Não indica que a fêmea é "hipersexuada", "animalesca" ou "pouco feminina" como confessam em consultório psicológico algumas esposas. O fato de atingir o orgasmo uma ou mais vezes é uma questão de temperamento, de maturidade sexual, de preferência e da arte de amar do casal. Em muitos casais, o número varia periodicamente, como todas as outras dimensões do amor sexual. A resposta, como sempre, deve ser encontrada no amor. É no amor e através do amor que se encontra o significado do orgasmo. Posição, ritmo, orgasmo múltiplo e todas as várias e complexas ações e reações sexuais são em si mesmas de pouca importância -- desde que o casal sinta um forte desejo de amar. Seu amor transcenderá a preocupação com parâmetros estritamente físicos que afligem tantos casais. Sem o amor, o ato é uma coisa a parte, um encontro desumanizado que nenhum grau de perícia e técnica sexual pode tornar integral.

 

Após o clímax sexual vem um grande alívio de tensão, trazendo um sentimento de relaxamento e tranqüilidade. As ansiedades e as frustrações - que são parte da existência humana - parecem, pelo menos durante algum tempo, dissolver-se. Há menos obsessão com coisas, menos compulsão de fazer, mais aceitação e satisfação em ser. Há uma unidade inerente que parece estar fora do tempo. Esse deverá ser o momento em que o mundo fica de fora, quando o amor do casal é mais profundo, alimentado pela proximidade e alegria de dar e receber amor.

 

Freqüentemente em Clínica Psicológica um assunto que se conversa com casais em que um ou ambos negligenciam o período de amor após o ato. Na maioria dos casos, a culpa é do macho. Várias fêmeas queixam-se de que os maridos cessam abruptamente de fazer amor e virtualmente as ignoram tão logo o ato é completado. As ações do marido podem naturalmente ser inteiramente egocêntricas. Por outro lado, há muitos marido que agem assim, não por falta de consideração para com a esposa, mas simplesmente por ignorância da sexualidade feminina. Após o orgasmo o macho experimenta uma sensação de saciedade e esgotamento. Após o ápice emocional no momento da ejaculação, a excitação do macho cai rapidamente. Muitos maridos sentem imediatamente o desejo de dormir. As ações do marido podem naturalmente ser inteiramente egocêntricas. Por outro lado, há muitos maridos que agem assim, não por falta de consideração para com a esposa, mas simplesmente por ignorância da sexualidade feminina.

 

Após o orgasmo o macho experimenta uma sensação de saciedade e esgotamento. Após o ápice emocional no momento da ejaculação, a excitação masculina cai rapidamente. Muitos maridos sentem imediatamente o desejo de dormir. As mulheres, entretanto, aproximam-se do clímax sexual de forma mais gradativa. Após o orgasmo, a excitação feminina decresce de forma também gradativa. Não se dá a queda brusca característica do que ocorre com o  macho. O desejo de amor sexual da fêmea não se extingue com o orgasmo. Não é um pico agudo seguido de uma queda brusca, mas antes um cume sobre o qual se encontra um platô. Procura demorar aí o máximo possível, saboreando sua beleza indescritível. Sua necessidade de amor físico permanece forte durante esse tempo, mudando apenas de caráter. É uma necessidade de ser abraçada, de sentir apoio e segurança, de apegar-se à intimidade do momento, de ser tranqüilizada por palavras e carinhos sobre o amor que o macho sente por ela.

 

 CICLO DE RESPOSTAS DURANTE O COITO

 

Os pesquisadores Master e Johnson, um médico e uma psicóloga que realizaram os mais importantes estudos sobre o comportamento sexual dos humanos, mostraram que o comportamento sexual masculino e feminino obedecem a um ciclo igual de respostas. Esse ciclo possui 4 fases distintas:

 

1ª FASE DE EXCITAMENTO: Essa fase é iniciada por qualquer estimulação sexual (coito, mecânica, manual, oral, fantasia). Se a estimulação é forte, o estado de excitamento se desenvolve depressa, atingindo níveis elevados de tensão sexual que culminam no orgasmo.

 

2ª FASE DO PLATEAU: A ocorrência de um nível elevado de tensão sexual é prolongada por um tempo, chamado de Fase de Plateau. Se o impulso de descarga sexual não é suficientemente forte ou se a estimulação cessa ou deixa de ser efetiva, tanto o macho quanto a fêmea não chegam ao orgasmo e entram num período prolongado de redução das tensões sexuais.

 

3ª FASE ORGÁSMICA: Nesta fase ocorre o clímax. O clímax sexual é uma resposta completamente involuntária: consiste daqueles poucos segundos em que a sensação de prazer atinge maior intensidade, ocorrendo no macho o orgasmo com a ejaculação, a expulsão do esperma e na fêmea ocorre o orgasmo, ocorrendo uma expulsão de um líquido das glândulas que lubrificam a vagina.

 

4ª FASE DA RESOLUÇÃO: Nesta fase, depois do orgasmo, as tensões sexuais gradualmente são reduzidas até que a pessoa retorne ao estado normal. As fêmeas são capazes de ter novos orgasmos nesta fase, se continuarem a existir um estimulação efetiva. No macho, o período de resolução impede nova estimulação sexual; este período de tempo é variável de indivíduo para indivíduo. Esse período, no macho, é chamado de Período refratário.

 

Em ambos os sexos, as respostas básicas do corpo à estimulação sexual são: Miotonia (aumento da tensão sexual) e Vaso Congestão (maior afluxo de sangue nos canais sanguíneos, especialmente nos órgãos genitais, provocando no macho a ereção do pênis, que fica maior, mais largo e duro e na fêmea há um ligeiro intumescimento dos lábios vaginais e pequena ereção do clitóris. A fisiologia da resposta sexual se mantém a mesma, independentemente do tipo de estimulação (manual, mecânica, oral, coito, fantasia). Contudo, a intensidade e a duração da resposta varia segundo o tipo de estimulação sexual usado.

 

RESPOSTA SEXUAL NA FÊMEA: 10 a 30 segundos após uma estimulação sexual efetiva, a fêmea humana responde com a produção de lubrificação vaginal. Além da lubrificação, os 2/3 mais internos da vagina aumentam de comprimento e diâmetro, preparando-se para receber o pênis do macho. Na medida em que progridem as tensões sexuais para a fase de Plateau (período entre a fase de excitamento e o orgasmo), o útero se retrai tornando a vagina mais profunda. Externamente os pequenos lábios mudam de aspecto, aumentando de tamanho e assumindo uma coloração mais viva. Ocorre também um achatamento dos grandes lábios permitindo acesso mais fácil à abertura vaginal. O clitóris se retrai da posição normal para um local relativamente inacessível.

 

Durante a fase de excitamento muitos músculos se tornam tensos, alguns deles voluntariamente. Por exemplo, muitas mulheres contraem o esfincter retal para obter um aumento de estimulação. O bico dos seios se tornam eretos por causa da concentração sanguínea e todo o seio aumenta de tamanho podendo aparecer manchas avermelhadas em toda a superfície, além de gotas de suor. Posteriormente essas manchas podem se espalhar por outras áreas como abdômen, peito, etc. Depois do orgasmo elas desaparecem rapidamente.

 

Na Fase Plateau o restante de 1/3 da vagina, que aumentou discretamente de tamanho na fase de excitamento, se torna tão ergogitado que a abertura vaginal decresce de pelo menos 1/3. Master e Johnson chamaram essa fase de Plataforma Orgásmica. Na Fase Orgásmica, no momento do orgasmo, a respiração está pelo menos 3 vezes mais acelerada que o normal; o coração bate 2 vezes mais depressa que o normal e a pressão sanguínea aumenta de aproximadamente 1/3. A maior parte dos músculos do corpo está tensa. O orgasmo começa com contrações rítmicas da plataforma orgásmica. Contrações do útero podem ter início quase ao mesmo tempo que as contrações da plataforma orgásmica, mas usualmente não existe um padrão definido de contração. Existe uma variação quanto à intensidade da experiência orgásmica de mulher para mulher e mesmo na mesma mulher em diferentes experiências. Ocasionalmente o orgasmo começa com uma contração (espasmo) da vagina que dura de dois a quatro segundos antes do início das contrações já descritas.

 

Fisiologicamente o orgasmo é o relaxamento do espasmo muscular e do ingurgitamento dos vasos sanguíneos resultante da estimulação sexual.  Subjetivamente o orgasmo é a experiência de um pico de prazer físico. O atingimento deste pico depende de uma série de fatores fisiológicos e sociais da maior importância. Na cultura ocidental o macho responde mais freqüentemente ao corpo de uma mulher ao passo que a fêmea reage mais à pessoa como um todo, como também à situação total. Na Fase de Resolução tudo volta ao normal. A vaso congestão da parte mais externa da vagina desaparece rapidamente, tornando a abertura vaginal maior. Alguns minutos após o orgasmo a vagina volta à dimensão normal. As tensões musculares também desaparecem.

 

 

RESPOSTA SEXUAL NO MACHO:  A primeira resposta fisiológica masculina à estimulação sexual efetiva é a ereção do pênis. A ereção é causada por ingurgitamento resultante do afluxo sanguíneo ao pênis, e tem paralelo na resposta de lubrificação da vagina. Ura ereção completa pode ser mantida por muito tempo controlando-se cuidadosamente a estimulação. Durante uma fase de excitamento prolongado o pênis pode passar alternadamente para estado de excitamento e não excitamento, variando-se a excitação. Qualquer distração (como um ruído alto ou uma mudança no ambiente) pode causar uma parcial ou completa perda de ereção, apesar da estimulação presente. Com o aumento da excitação a pele do escroto se torna tensa, congestionada e grossa, diminuindo o espaço dentro do saco escrotal. Os testículos se elevam no escroto. Se existe um longo período de jogos sexuais, o escroto pode relaxar e os testículos descerem apesar do pênis continuar ereto. Contudo, quando as tensões sexuais progridem para a fase de plateau, as paredes do escroto engrossam e os testículos novamente se elevam. Freqüentemente a excitação sexual provoca a ereção do mamilo e suor. Manipulação direta do peito do macho não é raro nos jogos heterossexuais. Tanto no macho quanto na fêmea o corpo reage como um todo ao aumento de excitação sexual. No macho também ocorre um aumento de contração muscular nos braços, pernas, abdômen, além de aumento na freqüência da respiração.

 

No segundo estágio da resposta sexual, a Fase do Plateau, também pode aparecer manchas avermelhadas em diversos lugares do corpo do macho. Contudo,  este fenômeno é mais freqüente na fêmea. Master e Johnson observaram que essa coloração é uma evidência de intensa tensão sexual e que mesmo em homens suscetíveis as manchas não ocorrem em todas as oportunidades. Uma reação adicional ocorre ainda na Fase de Plateau, é a emissão de algumas gotas de fluído seminal antes da verdadeira ejaculação. Isto é mais provável de ocorrer após um período relativamente longo de excitação, em que se procurou conter o orgasmo. Quando a ejaculação se torna eminente, ocorre no macho, tal como na fêmea, um aumento nas batidas cardíacas, na pressão sanguínea e na freqüência da respiração. A tensão muscular se desenvolve em todo o corpo.

 

O orgasmo no macho ocorre em dois estágios. O primeiro começa imediatamente antes da ejaculação quando o macho experiência a sensação de inevitabilidade. Essa sensação é causada pelas contrações dos testículos, próstata e vesículas seminais na medida em que o esperma e líquido seminal passam por essas zonas e é expelido pela uretra até a cabeça do pênis. Durante o segundo estágio ocorre a ejaculação propriamente dita, causada por contrações da uretra e dos músculos do pênis. A sensação de contração é acompanhada pela presença da ejaculação. O esfincter retal também pode contrair-se involuntariamente, simultaneamente às primeiras contrações da uretra. Uma ampla ejaculação é subjetivamente mais prazerosa que uma pequena quantidade de emissão. O primeiro orgasmo de uma série é geralmente tido como o mais prazeroso. Nas fêmeas acontece o oposto, ou seja, aquelas que relatam obter mais de um orgasmo numa relação sexual afirmam que o segundo ou terceiro orgasmo é uma experiência mais prolongada e intensa.

 

A volta ao estado normal do pênis acontece em dois estágios bem definidos. Depois da ejaculação usualmente metade da ereção é rapidamente perdida. Contudo, por razões desconhecidas isto pode não acontecer se a ereção foi mantida por muito tempo. O segundo estágio da perda de ereção é um processo mais lento que pode ser retardado mais ainda se o pênis for mantido na vagina ou se o macho mantiver a companheira junto do seu corpo.O processo pode ser apressado se o macho ficar de pé ou ocorrerem outros eventos que o distraiam.

 

FOCO SENSORIAL: A estimulação mútua (carícias, beijos, etc.) que inicia o relacionamento sexual é de grande importância para a posterior satisfação do casal. Ela implica no envolvimento físico e psíquico de ambos, envolvimento este que é conseguido através da estimulação gradual e progressiva. Isto vale dizer que as Zonas Erógenas que devem ser estimuladas, com as conseqüentes sensações psíquicas, devem ser primeiro as de menor grau de estimulação, e depois passar-se para o estimular das zonas mais erógenas tão logo ambos sintam necessidade crescente que a tensão sexual provoca. O tempo necessário para esta estimulação é variável para cada casal e variável para o mesmo casal em cada circunstância. Outro fator importante para a preparação física e psíquica de ambos é o local, o qual deve ser escolhido de comum acordo em cada ocasião de relacionamento sexual. O processo de estimulação requer o dar prazer de forma a satisfazer o outro e o sentir prazer, em ser estimulado. Portanto, tanto ao macho como à fêmea cabe um papel hora ativo, hora passivo. Torna-se evidente que a base para uma real preparação sexual que satisfaça a ambos é a comunicação verbal e não verbal. O papel da comunicação é altamente importante tanto para prevenir inadequações como para melhorar o grau de satisfação sexual do par. Somente através da comunicação verbal e/ou física é possível saber-se o momento adequado para o início, duração e término da estimulação sexual, qual local físico ideal para ambos e principalmente quais as zonas erógenas e fantasias erógenas de cada um e como estimulá-las. Embora fisicamente os seres humanos sejam semelhantes, psiquicamente cada indivíduo é único. Portanto, não se deve imaginar que as zonas erógenas, as preferências de tipo e posição de estimulação do parceiro sejam iguais às nossas ou iguais às de outros parceiros. É sempre necessário que cada qual relate as suas pois o parceiro não tem obrigação de adivinhar, bem como é essencial pedir ao outro que diga quais são as suas preferências ao invés de presumi-las. Esta troca de informações pode ser feita previamente ou enquanto desenrola-se o jogo sexual. Quanto mais completa esta troca de informações, maior a probabilidade de alta satisfação sexual do par. Tendo em vista este aspecto, a comunicação deve abranger particularidades sobre formas de estimular cada zona do corpo, com que pressão, por quanto tempo, em que seqüência. É necessário que cada qual tenha acesso ao que o outro pensa e como sente os diferentes tipos de estimulação física e psíquica. É o conjunto de todas essas informações que faz o sistema de valores sexuais de um indivíduo, e a tensão sexual que é um processo involuntário, surgirá de uma estimulação que satisfaça ao sistema de valores sexuais de ambos.

 

COMUNICAÇÃO: VOCABULÁRIO COMUM: Um casal de 22 e 20 anos respectivamente, universitários e de classe média. Quando vão se referir ao ato sexual eles sempre usam o termo "trepar". Já outro casal, de 40 e 45 anos, ambos funcionários públicos dizem "vamos ter relações?" Um outro casal de 33 e 30 anos, ela dona de casa e ele bancário, costumam dizer "fazer nenê" quando falam do ato sexual. Esses três exemplos mostram uma habilidade que cada casal deve desenvolver para melhor se entenderem. Cada um dos casais acima usa uma expressão, particular deles, para se referir ao sexo. Este vocabulário foi desenvolvido gradualmente, à medida que o relacionamento foi se aprofundando. Vocabulário comum não se restringe ao sexo, embora seja nesta área, por problemas de cultura, que ele é mais necessário. Um vocabulário comum impede que um membro do casal choque o outro por usar certos termos ou expressões que o companheiro não aceita, o que pode levar a sérios desentendimentos. Imagine o marido que diz à esposa: Vamos deitar (para ele significa ter relações) e ela pensa que ele quer apenas descansar, pois para ela ter relações se chama "trepar". É uma situação chata, não?Portanto, cada casal deve desenvolver seu vocabulário próprio íntimo e específico que não precisa ser o do marido ou da esposa, mas um elaborado pelos dois e que aos dois seja compreensível e agradável.

 

 

DISFUNÇÃO ORGÁSMICA NA FÊMEA: A disfunção orgásmica feminina pode, segundo suas características, ser dividida em dois tipos: disfunção orgásmica primária e disfunção orgásmica circunstancial.

1º DISFUNÇÃO ORGÁSMICA PRIMÁRIA: A causa desse tipo de disfunção pode ser devida a uma educação religiosa excessivamente rígida, que relaciona sexo com pecado e castigo; pode também ocorrer pela ausência de um sistema de valores sexuais, quando é negado à mulher qualquer oportunidade de pensar, sentir ou conhecer algo sobre sexo. A não aceitação do parceiro sexual ou o fato de este ser impotente também pode ocasionar a disfunção orgásmica primária.

2º DISFUNÇÃO ORGÁSMICA CIRCUNSTANCIAL: Este tipo de disfunção pode ocorrer quando o parceiro sexual perde, por alguma razão, o valor que tinha para a mmulher, ou quando esta tem alguma atividade homossexual ou masturbatória que já a satisfaça plenamente. É importante salientar que a masturbação em si não apresenta qualquer efeito nocivo, apenas como ela é fonte de descarga orgásmica, a mulher que já liberou todas as tensões sexuais no orgasmo masturbatório, se tiver em seguida um relacionamento heterossexual ela não conseguirá ter um novo orgasmo, pela simples razão que estas tensões já foram liberadas. Apesar desta variedade de causas da disfunção orgásmica, pode-se dizer que basicamente, o que ocorre na maioria dos casos, é que a sociedade, por razões culturais ou religiosas, não permite à mulher desenvolver seu sistema de valores sexuais. O Sistema de Valores Sexuais é formado por uma variável biofísica e por outra psicossocial. A sexualidade psicossocial faz parte da identidade sexual, o "ser mulher", o que a mulher não pode negar. Entretanto a sexualidade biofísica pode ser negada ou controlada quando se ensina à mulher que o homem não deve ser sexualmente desejado, que sexo é pecado, etc. ou simplesmente nega-se à mulher qualquer conhecimento sobre sexo, evitando-se assim que ela pense ou sinta qualquer coisa sobre sexo. Além de ter um sistema de valores sexuais, a mulher precisa estar fisicamente apta para o relacionamento sexual, isto é, nutrida, repousada, com equilíbrio metabólico, familiarizada com a regularidade das descargas sexuais.

 

DISFUNÇÃO ORGÁSMICA NO MACHO:

1º - IMPOTÊNCIA: A principal informação é "o que não é impotência". A impotência é diferente do fracasso eretivo.Esta pode ocorrer ocasionalmente, quer por razões de ordem física (ingestão de álcool, fadiga, etc), quer por razões de ordem psicológica (tensão, preocupação, etc.). Um macho só pode ser considerado impotente quando não conseguiu ereção em 25% das oportunidades de coito, na ausência dos citados fatores físicos e psíquicos. Saber a diferença entre fracasso eretivo e impotência é muito importante porque a impotência propriamente dita é causada numa porcentagem mínima de casos por problemas orgânicos e numa alta porcentagem por problemas emocionais como por exemplo: considerar o fracasso eretivo como impotência, não envolver-se emocionalmente durante o coito, preocupar-se com o desempenho sexual ou com a da companheira durante a realização do ato sexual. A ereção é um processo involuntário e natural, resultado da estimulação do sistema de valores sexuais do homem. Portanto, o homem que durante a realização sexual preocupa-se com a ereção, avalia-se a parceira e não se envolver emocionalmente, está tirando o sexo de seu contxto natural, dificultando a ereção e não aproveitando as duas fontes básicas de estimulação: ele excitar a mulher e esta excitá-lo.

 

 - EJACULAÇÃO PREMATURA: Diz-se que um homem tem ejaculação prematura quando pelo menos em 50% das vezes que tem relação ele não consegue satisfazer a mulher por problema de rápida ejaculação. Quanto maior a educação formal do homem, mais ele se preocupa com a frustração sexual da mulher decorrente da ejaculação prematura. O homem, ejaculando muito depressa, não permite que a mulher alcance uma excitação tal que a leve ao orgasmo. Quando ela está começando a se excitar ele já acabou. Como resultado a mulher do ejaculador precoce se sente muito frustrada. No começo tenta ser compreensiva mas depois se sente "usada". As primeiras experiências ejaculatórias de um homem são chave no desenvolvimento da ejaculação prematura. Na etiologia do ejaculador prematuro geralmente são encontrados: 1 - primeiras experiências com prostitutas; 2 - Relação sexual em situações de surpresa (ser pego no flagrante); 3 - Sexo sem penetração; 4 - Ejaculação fora da vagina. Isso não quer dizer que todo homem que teve alguma desse tipo de experiência é ou será um ejaculador prematuro. Muitos outros fatores estão envolvidos. Entretanto, em todas as circunstâncias acima, a ênfase é para o homem ter prazer sem nenhuma preocupação pelo que a mulher possa estar sentindo. Isto leva  à condicionamento de se satisfazer rapidamente.

 

DESENVOLVIMENTO SEXUAL HUMANO:

 

Adão saudou Eva como "osso do meu osso, carne da minha carne". Platão narrou a história do andrógino, o mito do homem que era originalmente macho e fêmea ao mesmo tempo, mas ofendeu aos deuses e foi dividido em dois e feito macho e fêmea separadamente. O amor humano, portanto, é o esforço para restaurar a unidade perdida. Ambas as histórias reconhecem uma significativa verdade psicológica: homem e mulher são duas metades de um todo; só se completam um através do outro. A união sexual é a expressão psicofísica dessa busca de integridade. Em cada ato de amor sexual os parceir5os lutam por encontrar uma unidade psicológica através da união física. Geralmente é esquecido o fato de que os sexos são complementares e não opostos, que precisam um do outro e que qualquer negação dessa necessidade só pode impedir o amadurecimento emocional. Se os sexos fossem realmente "opostos" não haveria qualquer interação humana significante entre eles. Mesmo num plano biológico, os sexos não são realmente contrários. Amboa levam o hormônio do outro sexo. Ambos possuem particularidades e características de personalidade "típicas" do outro sexo. Sexualmente, ambos são tanto ativos como passivos, ambos são dominantes e submissos. Mas existem diferenças entre os sexos, diferenças muito importantes. E essas diferenças essenciais entre psicologia masculina e feminina evidenciam-se, mais que em qualquer outro campo da existência humana, na união sexual. Por este motivo, é necessário se conhecer o desenvolvimento psico sexual de uma criança, sem separar o que é inato do que é culturalmente imposto. Evidentemente, todos são determinantes importantes do comportamento, mas não valeria a pena tentar encontrar um meio termo entre os extremos de Freud (a anatomia é o destino de uma mulher)  e Simone de Beauvoir (ninguém nasce mulher, torna-se mulher). Para melhor compreensão do desenvolvimento sexual será utilizado a Teoria Freudiana como base, porque a observação empírica mostrou que é a teoria mais útil para se compreender o desenvolvimento da criança e a mais valiosa para prever o comportamento sexual humano.

 

A TEORIA FREUDIANA DA SEXUALIDADE HUMANA:

 

Na Teoria Freudiana, a libido é o impulso, a motivação, a força. Ela motiva o indivíduo a procurar o prazer e a evitar a dor. Embora primariamente de natureza sexual, essa teoria abrange mais do que o estritamente sexual. Todo desejo de contato humano tem sua origem nessa força. É a libido que motiva o indivíduo desde a infância a progredir através das várias fases psicossexuais até a hétero sexualidade adulta madura. Se o meio ambiente, sobretudo, a relação parental, é emocionalmente sadia, este progresso será bastante ordenado. Se, por outro lado, a criança encontra obstáculos emocionais importantes, a libido pode fixar-se em qualquer desses estágios anteriores à maturidade. A fixação se revelará através de problemas emocionais durante a adolescência e continuará na idade adulta. Um dos poucos comportamentos realmente inatos que são observados na criança recém-nascida é o instinto de mamar. Se suas faces são acariciadas de leve, a criança começa a fazer movimentos de sucção.

 

FASE ORAL: Durante o primeiro ano de vida, a energia libidinosa centraliza-se na boca. Todo prazer é derivado oralmente. A vida do bebe é pouco mais do que um ciclo de comer e dormir. Esse é o estágio oral do desenvolvimento psicossexual. Os aspectos sexuais desse estágio e dos seguintes não são facilmente observáveis. De fato, quando Freud introduziu essa Teoria, muita gente sentiu-se chocada. Sugerir a ideia de sexualidade infantil na cultura vitoriana de Viena no fim do século 18 era coisa indescritivelmente ofensiva. Mesmo na atualidade, muitos custam a aceitar essa idéia. Parecem acreditar que isso vem impugnar a inocência da infância. Entretanto, é fácil observar um remanescente da Fase Oral como componente do comportamento sexual adulto, da mesma forma que muitas satisfações menos abertamente sexuais. O beijo, o estímulo sexual dos seios, os atos orais-genitais (oro-genitais) são exemplos bastante óbvios.

 

FASE ANAL: Freud denominou a fase seguinte, entre um mês e três anos, de Fase Anal. Constitui geralmente o período de treinamento higiênico, atividade que, se não for encarada com bom senso, poderá se tornar uma experiência frustradora para os pais e para a criança. Durante esse estágio, a criança descobre que pode derivar prazer da retenção e expulsão das fezes e que tal função corporal pode acarretar um prêmio ou um castigo. Durante esse período, os interesses da criança são em grande parte egocêntricos. Ela procura prazer em seu próprio corpo e suas funções. É uma fase narcisista, cujos remanescentes podem ser reconhecidos na atitude egocêntrica de alguns adultos na relações humanas. A fixação poderá ocorrer também nesse período, se o clima emocional do lar é doentio. A relação direta da fase anal com a sexualidade adulta, embora não tão evidente, é real.

 

FASE FÁLICA: Após o período anal, mais ou menos aos três anos, a criança penetra na fase final pré genital de desenvolvimento, a Fase Fálica. A libido concentra-se nos órgãos genitais, o pênis no menino e o clitóris na menina. A criança descobre as sensações agradáveis experimentadas ano auto-estímulo. É um período muito natural de exploração. Infelizmente, alguns pais se preocupam ao descobrir a criança brincando com os órgãos genitais e fazem  um "problema" do que é normal nessa idade. Os pais agindo desse modo, poderão implantar sementes de culpa e temor que mais tarde se mostrarão difíceis de extirpar da mente da pessoa. Uma das perguntas escritas apresentadas depois de uma palestra para pais exemplifica isso. "Como resolver o problema de um menino de 4 anos que brinca inocentemente com o pênis?" A pergunta parece conter sua própria resposta. Se a ação é inocente, dificilmente poderia ser o contrário, onde está o problema? Com os pais ou com a criança? O "problema" só se tornará problema se nós adultos assim o fizermos. Nessa idade, é melhor ignorá-lo e considerá-lo como parte normal do desenvolvimento da criança. Do contrário, será criado um problema real, que talvez afete a criança a partir de então.

 

FASE DO PERÍODO DE ÉDIPO: Em breve a criança entra no período mais importante do seu desenvolvimento psico sexual, o Período de Édipo. Estende esse novo período dos 3 aos 7 anos e faz parte da Fase Fálica e constitui a introdução às relações afetivas interpessoais. Freud tirou o nome do drama grego OEDIPUS REX. Nessa antiga lenda, Édipo mata seu pai e casa-se com a mãe, sem saber. Mais tarde, quando descobre a verdadeira identidade da esposa, cega a si mesmo num gesto de remorso e horror. Durante esse Período Édipo, a criança orienta seus interesses emocionais e sexuais para o progenitor do sexo oposto e desenvolve sentimentos de rivalidade em relação ao progenitor do mesmo sexo.Para muita gente não é uma teoria fácil de aceitar. Quando Freud estabeleceu a hipótese de Complexo de Édipo, até mesmo a maioria de seus colegas se mostrou pouco disposta a acolher a sua teoria. Afinal, era como se estivesse acusando a criança de desejos incestuosos. A Teoria de Freud, entretanto, não indicava uma perversão. Descrevia uma fase normal do desenvolvimento através do qual a criança experimenta a sua primeira resposta hetero sexual. Não se trata de reação sexual declarada, consciente, que sentimos quando adultos. No entanto, qualquer parente dotado de percepção não pode deixar de notar o "agarramento" da criança nessa fase com o progenitor do sexo oposto. É a fase pré-escolar durante a qual a menina torna-se "a filhinha do papai" e o menino o "homenzinho da mamãe". Poderá ser um período de grande conflito e ansiedade para a criança. Se a relação entre os pais é saudável, isto é, se entre os pais o amor fror adulto, as relações entre os pais e filhos provavelmente serão sadias também, e o conflito de resolverá satisfatoriamente, desenvolvendo-se na criança uma personalidade sadia. Se essas interações forem traumáticas, porém, a libido permanecerá fixada no nível edípico, e graves problemas psicológicos e sexuais surgirão. Os remanescentes da Fase Edípica afetarão a escolha de um cônjuge e a maneira como agem entre si marido e mulher. Sem falar no prejuízo das suas relações sexuais.

 

Dos 7 anos até o início da puberdade, a criança atravessa um período de relativa calma sexual. É a Fase que Freud denominou de Latente. Durante esse período há pouca atração pelo sexo oposto. Os meninos preferem brincar com meninos ("clube menina não entra"), as meninas não querem saber dos meninos. Há curiosidade e atividade sexual nessa fase, mas trata-se de um período intermediário.

 

FASE GENITAL: Com o início da puberdade tudo muda. Um crescente interesse sexual acompanha as transformações físicas. Subitamente, o mundo e todos os seus habitantes parecem mudar. Esse interesse reativa os sentimentos edípicos. Se o conflito de Édipo original foi bem resolvido, o adolescente transfere seu interesse sexual para os membros do sexo oposto fora da família. Nesse ponto a libido entra na fase final levando à sexualidade adulta, a Fase Genital. Cada fase do desenvolvimento apresenta seus problemas próprios. Num ambiente emocional sadio, a criança passa de um período para outro com pouca dificuldade, atingindo a maturidade com sentimentos hetero sexuais normais. Naturalmente circunstâncias ocorridas na infância prejudicam o desenvolvimento normal. Na sua maioria, segundo Freud, tais circunstâncias originam-se em conflitos edípicos não resolvidos. Seria longo demais descrever os problemas psico sexuais específicos daí resultantes. Em maior ou menor grau, a impotência, a ejaculação precoce, a frigidez e uma infinidade de outros problemas enraízam-se no afeto edípico não resolvido. Talvez não seja a "causa singular" como queria Freud, mas existem realmente como influência poderosa que solapa inúmeros casamentos.

 

Freud descreveu a sexualidade infantil como "polimorfa perversa". As palavras são infelizes, sugerindo um significado pejorativo. Mas não era essa a sua intenção. No sentido em que as empregou, descreviam o que ele acreditava ser a direção normal do instinto sexual da criança. Na criança, disse Freud, não existe um objeto sexual determinado ou forma de expressão fixa. Simplesmente ela procura sua própria satisfação.

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